Tive uma ideia... Manjam aquelas mensagens que recebemos sempre por e-mail, com alguns slides, na maioria das vezes deixando um fundo otimista ou mesmo escrachado sobre as situações e a vida? Estou recompilando todas que tenho e montando uma série chamada O Mestre Corporativo. Nesta série terá bastante coisas voltadas pro ambiente de trabalho mas que poderão ser utilizadas como inspiração ou mesmo pra dar umas boas risadas no dia a dia.
Estou montando os textos e espero contar com a ajuda do meu amigo Marcos Felício nos desenhos. Vamos ver o que dá.
Pra tirar um pouco de onda pelo menos acredito que servirá...rs...
E pra não ficar só no planejamento, estou postando já fazem uns dois dias alguns trechos no Face e MSN. Quem sabe não aguça um pouco a galera, né!!!
O cenário sempre se repetirá, composto por um discípulo chamado Gafanhoto e por um Mestre que o aconselhará com as coisas óbvias da vida, porém com um fundo um pouco sarcástico...he..he... Gostei, parece meio coisa de quem não tem o que fazer, mas prefiro chamar isso de ócio criativo...rs...
O que já publiquei no Face e MSN:
...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, eu errei, mestre... e agora?
- Você errou trabalhando?
- Sim mestre, to perdido...
- Se você errou é porque trabalhou. Não se preocupe gafanhoto... Só erra quem FAZ...
...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, estive pensando...
- Diga, meu jovem gafanhoto
- E quem não erra, é porque não FAZ? O que acontece?
- Quem não erra simplesmente é promovido, gafanhoto...
...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, não entendo o porquê de tantas urgências.
- Meu jovem gafanhoto, sempre que te disserem que algo é Urgente... pra ontem...
... pode ficar certo que geralmente é alguma coisa que deveria ser feito em tempo hábil...
... algum infeliz não fez e quer agora que você se arrebente para entregar.
...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, preciso apresentar o meu projeto numa reunião...
- E o que te atormenta meu jovem gafanhoto?
- É que estou pensando em usar uma abordagem um pouco humorística, um pouco leve, me tornar agradável...
- Ora gafanhoto, seu charme e simpatia só funcionarão por no máximo 5 minutos, depois disso terá que saber do que está falando...
Da necessidade de desmistificar essa profissão nasceu esse blog. Embora seu leque de atuação seja amplo, o Consultor é um dos profissionais que mais tem sua imagem banalizada por pessoas que se dizem "especialistas". Mas os textos aqui não versam apenas sobre o tema Consultoria, leia, confira e, se quiser, opine.
Bem vindo...
A consultoria é um misto de conhecimento, muita informação, informação constantemente atualizada, empatia, percepção, sintonia interna e empatia, visão sistêmica, facilidade de encontrar caminhos e soluções, propensão e arte para a ação, novamente empatia, muito bom senso e muita facilidade de interação pessoal. Enfim, é simples, mas não é fácil!
To de vorta
De volta ao meu blog...
Depois de um tempo sem escrever praticamente nada... eita vida corrida rs.... estou de volta. Vou tentar transformar este blog em algo útil além de divertido e estou aceitando sugestões.
Como proposta inicial, este blog seria para discutirmos assuntos voltados ao mundo das atividades profissionais como consultoria e profissões. Porém como costumamos passar a maior parte de nossas vidas no serviço, nada mais natural que misturar tudo do cotidiano ao mundo corporativo. Vamos ver que salada isso vai dar..rs...
As Duas Pulgas
Esta parábola do cotidiano corporativo é um pouco conhecida já, portanto vou me abster de comentar, mesmo porque quem assina esse texto é nada mais nada menos que o velho Max...rs... que dispensa apresentações.
Boa leitura e ótima aplicação prática...
As duas Pulgas
Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.
"Duas pulgas diretoras estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele, e ele nos pega. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu... A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos.... Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?
- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar, de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução.
E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".
MORAL DA HISTÓRIA:
Você não deve focar no problema e sim na solução.
Para ser mais eficiente é necessário escutar mais e falar menos.
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento."
Max Gehringer
Boa leitura e ótima aplicação prática...
As duas Pulgas
Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.
"Duas pulgas diretoras estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele, e ele nos pega. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu... A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos.... Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?
- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar, de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução.
E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".
MORAL DA HISTÓRIA:
Você não deve focar no problema e sim na solução.
Para ser mais eficiente é necessário escutar mais e falar menos.
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento."
Max Gehringer
Francorrochense com orgulho..
Águas na minha igrejinha.
Mais uma vez a minha querida cidade está debaixo dágua numa enchente comparável a de 1987. As comportas da represa de Mairiporã se abriram inundando, alagando e destruindo o sonho de muitos moradores.
Neste momento estou longe de meus familiares, mas acompanho ao noticiário a cada minuto em busca de notícias frescas sobre a situação da cidade. Ligo pra minha família e constato que está tudo bem, pois minha residência fica um pouco distante da área alagada, porém meus entes queridos estão ilhados. Numa pergunta que fiz a mãe dos meus filhos e grande companheira recebi a resposta em tom de pergunta: Como você virá embora, se ao chegar a cidade não conseguirá atravessar o rio pra nos encontrarmos?
Tenho aquela sensação de incapacidade, não podendo fazer nada pra ajudar ainda atrapalharia aos familiares, pois teriam o trabalho de me buscarem do outro lado das águas. E tenho certeza que se mobilizariam pra isso.
Ao cidadão francorrochense fica aquela mesma sensação que tenho, de mãos amarradas e total falta de ação perante a força da natureza e também dos responsáveis por ações e falta de, ou mesmo falta de responsabilidade em mobilizar plano de evacuação ou contingência para ao menos as águas não subirem tanto. Um adequado plano de abertura das comportas, sabendo que as águas de janeiro não dão tréguas, já seria o suficiente para se evitar tal mar de águas barrentas. Em Dezembro deveria ser já colocado em prática um plano de esvaziamento gradual da represa, assim não haveria enchentes.
Quando as águas do rio Juquery, que vem da represa, se encontram com as água do Ribeirão Euzébio, que vem da cidade de Francisco Morato, e o volume de ambas é considerável, na certa dá nesse piscinão sujo e devastador. Todo cidadão que reside/dorme em Franco sabe dessa parte técnica, estamos graduados em enchentes, como já dizia um conterrâneo nosso em seu blog neste post http://blogdocypriano.blogspot.com/2010/01/sabesp-admite-que-e-real-o-risco-de.html que apesar de político é um camarada francorrochense legítimo e preocupado com a cidade.
Toda a atividade da cidade está paralisada, comércio, escolas, delegacia, prefeitura, câmara de vereadores (essa já vivia paralisada antes..rs...).
Dá uma vontade de mudar da cidade...
Mas sou brasileiro e não desisto nunca.... Prefiro ficar e tentar lutar, mudar o quadro e ser um morador atuante. Levando conscientização pra maioria dos que ainda não conhecem a real, pois tem muitos moradores que acreditam que a enchente é algo inevitável, mas sabemos que pode ser prevista e dessa forma evitada. Uma mobilização pode atuar cobrando desses senhores uma atitude mais corajosa pra agir em prol da cidade.
Sei que parece ufanismo o que digo, mas se trata de ação factível e real.
Não sei nadar, mas sei falar e escrever...
Mais uma vez a minha querida cidade está debaixo dágua numa enchente comparável a de 1987. As comportas da represa de Mairiporã se abriram inundando, alagando e destruindo o sonho de muitos moradores.
Neste momento estou longe de meus familiares, mas acompanho ao noticiário a cada minuto em busca de notícias frescas sobre a situação da cidade. Ligo pra minha família e constato que está tudo bem, pois minha residência fica um pouco distante da área alagada, porém meus entes queridos estão ilhados. Numa pergunta que fiz a mãe dos meus filhos e grande companheira recebi a resposta em tom de pergunta: Como você virá embora, se ao chegar a cidade não conseguirá atravessar o rio pra nos encontrarmos?
Tenho aquela sensação de incapacidade, não podendo fazer nada pra ajudar ainda atrapalharia aos familiares, pois teriam o trabalho de me buscarem do outro lado das águas. E tenho certeza que se mobilizariam pra isso.
Ao cidadão francorrochense fica aquela mesma sensação que tenho, de mãos amarradas e total falta de ação perante a força da natureza e também dos responsáveis por ações e falta de, ou mesmo falta de responsabilidade em mobilizar plano de evacuação ou contingência para ao menos as águas não subirem tanto. Um adequado plano de abertura das comportas, sabendo que as águas de janeiro não dão tréguas, já seria o suficiente para se evitar tal mar de águas barrentas. Em Dezembro deveria ser já colocado em prática um plano de esvaziamento gradual da represa, assim não haveria enchentes.
Quando as águas do rio Juquery, que vem da represa, se encontram com as água do Ribeirão Euzébio, que vem da cidade de Francisco Morato, e o volume de ambas é considerável, na certa dá nesse piscinão sujo e devastador. Todo cidadão que reside/dorme em Franco sabe dessa parte técnica, estamos graduados em enchentes, como já dizia um conterrâneo nosso em seu blog neste post http://blogdocypriano.blogspot.com/2010/01/sabesp-admite-que-e-real-o-risco-de.html que apesar de político é um camarada francorrochense legítimo e preocupado com a cidade.
Toda a atividade da cidade está paralisada, comércio, escolas, delegacia, prefeitura, câmara de vereadores (essa já vivia paralisada antes..rs...).
Dá uma vontade de mudar da cidade...
Mas sou brasileiro e não desisto nunca.... Prefiro ficar e tentar lutar, mudar o quadro e ser um morador atuante. Levando conscientização pra maioria dos que ainda não conhecem a real, pois tem muitos moradores que acreditam que a enchente é algo inevitável, mas sabemos que pode ser prevista e dessa forma evitada. Uma mobilização pode atuar cobrando desses senhores uma atitude mais corajosa pra agir em prol da cidade.
Sei que parece ufanismo o que digo, mas se trata de ação factível e real.
Não sei nadar, mas sei falar e escrever...
O Tempo
Vejo meu filho crescendo no meio de uma parafernália de trecos eletrônicos (computador, celular, video-game, mp3, tv) e lembro do tempo que mal assistia a tv em preto e branco da minha vizinha...rs... o tempo demorava a passar naquela época...
Hoje o guri se conecta ao mundo de diversas formas, msn com os amigos da escola, sites de foruns para troca de segredos de games, os filmes e shows na tv, trabalho de escola pesquisado na internet. Com 10 anos o muleke conhece todos os candidatos a governador, senador e presidente que se apresentaram por São Paulo. Sabe o valor da cotação do dólar para comparar preços de games nacionais X internacionais via sites de e-commerce. Numa conversa rápida, onde o questiono se entende o conceito sobre um tal assunto, logo me volta com uma resposta que pesquisou no Google, afirmando categoricamente que existem até casos comprovados sobre a eficácia de tal ou qual tratamento, produto, regime político, ou mesmo acontecimentos triviais.
Meu... ainda me questiono se a minha infância foi realmente passada nesse planeta, tal a mudança entre o ontem e o hoje.
Não sou de ficar revivendo tempos ou mesmo debatendo se o passado é melhor ou pior que o presente. Mas levantei esse assunto para tocar em outro, o do Tempo... o nosso tempo, o tempo da criança e o tempo de um cidadão do interior.
Já li nem sei onde, que a sensação que temos de que o tempo está passando rápido de mais se deve ao fato do eixo magnético do nosso planeta estar se deslocando do pólo norte para o sul do continente Europeu e com isso o movimento rotacional está sendo afetado, causando assim uma aceleração nos metabolismos dos humanos. Não que o tempo esteja mais acelerado, não é isso, mas a leitura afirmava que não é apenas uma sensação mas sim fato real, que está acontecendo devido à acelaração das partículas desordenadamente..etc e etc....
Bom pra dizer a verdade a leitura que fiz era tão confiável que nem sei dizer a fonte...rs... Se fosse realmente séria com certeza eu lembraria.
Mas o fato é que a sensação que temos de o tempo estar acelerado (sendo que o ano começou ontem e já estamos em Novembro, ou seja, no final do ano) pode ter uma explicação mais realista e aceitável. Pergunte ao morador de uma cidadezinha chamada Santa Fé do Sul no interior paulista, divisa com o Mato Grosso do Sul. Será que esse tem a mesma sensação que a nossa (ao menos a minha, sendo eu morador da grande São Paulo) ? Com certeza, e olhe lá, dependendo de quem se apresente para esse questionamento, o cabra vai responder que muito pelo contrário: “ cada vei mais o tempo dimora dimais pa passá...” E ainda vai complementar: “devi di sê pro caus da chuva que num veim nem cum reza braba...”
Se perguntarmos pro meu filho, e já fiz isso, ele responde: “que nada pai, o tempo demora pra caramba, tá demorando pra chegar o dia das crianças, o meu aniversário, o Natal”...rs...
Pra traçar um paralelo entre a criança, o homem do campo e a gente da cidade devemos entender que a noção de tempo que temos está ligada intimamente com as nossas atividades pessoais e profissionais. Morando e vivendo em grandes metrópoles o tipo de atividade que teremos estará fatalmente associada a velocidade, a multi-tarefa, a produção rápida e lucrativa no menor tempo possível.
Sem contar que temos um delay aí, que é o deslocamento entre o nosso lar e a atividade fim. Por morarmos em cidades enfrentamos transito engarrafado e transporte de massa quase sempre muito lotado, de má qualidade, sem muitas opções, e assim distâncias que a princípio nem são tão grandes acabam sendo demoradas para serem transpostas. Em média um trabalhador morando no subúrbio de uma ciadade leva em torno de 3 a 4 horas diárias para ir da casa ao trabalho e depois voltar ao lar. Somamos as 8:30 ou até 10, 12 horas de trabalho, temos um total de 16 horas arredondando. Sobram-lhe 8 a 10 horas do dia para viver a família, cuidar da higiene, dar um trato na companheira, dormir e... “beijo, querida, até mais tarde”...
Quando um caboclo trabalhador médio de uma metrópole sai pra trabalhar ainda é noite e qdo retorna já escureceu. Cadê aquela sensação de que o tempo demora pra passar?...rs....
A atividade infantil é hoje em dia mais rica que a do meu tempo - seu tempo, pensa que não sei sua idade, é? rs.... - mas mesmo assim, a criança enxerga um tempo mais alongado que a gente, elas tem a sensação de que tudo durará eternamente, o sentimento de infinito e imortalidade nelas é latente.
Quase a mesma coisa podemos dizer do morador/trabalhador do interiorrrrrr... Este por sinal, tem a mesma sensação alongada do tempo, está inclusive mais conectado com as ações temporais e sazonais. Sabe até quando inicia a primavera, sabe que o tempo irá mudar: “carrega a capa que a chuva envém”. Enquanto nós mal conseguimos olhar pro céu, nos falta esse contato com as forças naturais devido a nossa ânsia de urgência. Desejamos que o final de semana chegue logo, e quando chega, cansados que estamos, nem conseguimos alongar os dois dias (e isso é luxo de poucos, a maioria só tem um dia de descanso e isso quando não leva note pra trabalhar em casa) e já estamos na segunda-feira.
A vida é acelerada para a maioria dos humanos urbanóides, vemos isso até nas relações pessoais, mal temos amizades duradouras, sempre temos muitos contatos no orkut, facebook, msn, mas amizade mesmo são poucas, pois mal temos tempo pra nós mesmos. Veja o imediatismo das coisas, quem consegue ler um jornal inteiro em papel hoje em dia? Lemos a síntese do site do Uol, ou Terra. Sabemos um pouco mais das notícias pelos radios enquanto dirigimos pro serviço (e como essas notícias nos chegam cortadas, mal temos tempo de formarmos opiniões complexas).
E por falar em falta de complexidade devido a falta de tempo, a velocidade do dia-a-dia tem na internet o seu mais gritante exemplo. Quer coisa mais rápida e raza que os textos com no máximo 140 caracteres do Twitter?
Sábio o sujeito que consegue do pouco tirar muito, assim tendo pouco tempo consegue maximizar suas tarefas, acochambrando aqui e ali, encaixando uma atividade, saltando outra, otimizando uma tarefa para não ter que voltar a faze-la novamente e dessa forma gerenciando o seu tempo como o seu bem mais precioso. Fiz um curso a dois anos de gerenciamento do tempo. Não sei se fui um bom aluno, mas com certeza tento aplicar alguma coisa no meu dia-a-dia. Recomendo que façam.
Quanto ao meu transporte pro serviço? Tento fugir do horário do rush. Como minha atividade nem sempre depende de horário fixo de chegada e de saída, tento evitar o horário de transito, assim ganho pelo menos 40 minutos a uma hora chegando mais tarde e saindo mais tarde. A família agradece, pois passo um pouco mais de tempo com eles, e de certa forma acaba não reclamando quando tenho que levar serviço pra casa..rs...
Pois li outro dia desses em um perfil de msn: Cada minuto que vivo pode ser meu ultimo instante de vida.
Putz, impressão minha ou já se passaram 3 horas desde que comecei a digitar esse texto e com ALT + TAB aplicar um dataset numa base, passar rapidamente no Facebook, zapear o Twitter, ler e responder a alguns e-mails, comer um sanduíche de pão com queijo e assistir ao programa do Jô? Rs...
Veja um pouco mais:
http://zonezero.com/magazine/essays/diegotime/time.html
http://www.portalcmc.com.br/sakaizen11.htm
SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mario Quintana ( In: Esconderijo do tempo)
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número,
e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade
Desperdício ou Disperdício
by Homem Robô (blog Ovelha Elétrica)
Na dúvida, procure no google, certo? Quem der mais resultados está correto. Certo? Não. Errado. O google não é dicionário de português. E também não é consultório médico, psicólogo, terapeuta ou advogado. Na dúvida, procure pelo dicionário, primeiro. Saca só o resutado da pergunta do título:
Resultados 1 – 10 de aproximadamente 4.370.000 para desperdício
Resultados 1 – 10 de aproximadamente 4.400.000 para disperdício
Praticamente um empate técnico.
Só estou comentando o assunto para levantar que a relevância do resultado da busca do google anda derrapando feio, por dois motivos básicos: a base de dados antiga e o SEO marketeiro. Nada contra o SEO marketeiro, que precisa vender para quem precisa aparecer. Mas aí sobra o primeiro motivo: a base de dados, já antiga e ultrapassada. E com isso, sai a relevância e entra o garimpo.
Que atire o primeiro teclado quem nunca procurou por uma notícia recente e deu de cara com uma notícia de alguns anos atrás. E quem aí já perdeu uma boa meia hora tentando achar notícias recentes sobre o melhor antívirus do mercado ou qual foi o último upgrade daquele software que você baixou no ano passado.
Ou pior, você acha, mas o site que aparece pede cadastro. Tipo o sinistro Experts Exchange, que é campeão em resultados, mesmo com o conteúdo fechado. Das duas uma, ou rola uma verba nervosa para que o site apareça nos primeiros resultados mesmo sem ter conteúdo algum ou o google tá vacilando forte na lógica da busca. Com isso, já já vai acontecer o mesmo que aconteceu com o Yahoo! da era do diretório. Era tanta categoria, tanto site, que acabou minguando por falta de cuidado e pelo excesso. O google, a meu ver, está trilhando o mesmo caminho.
Pode ser viagem minha, mas tou numas de não idolatrar qualquer tipo de hype de internet. Seja Apple, podcast, orkut, twitter, wikipedia, blogger, blogueiro, qualquer technologia ou gadget. Porque no fim, sempre aparece uma novidade, um upgrade ou um concorrente. É tipo o que acontece com o Firefox ganhando terreno do IE. O Firefox funciona, e bem. É só esperar que, com o tempo, vai colocar o navegador da Microsoft no chinelo. Fato.
Gosto de serviços quem funcionem. De preferência a meu favor. Já faz um bom tempo que recebemos emails pedindo para trocar banner com o Ovelha. E nem temos banner para trocar. A troca nem sempre sinaliza a lua-de-mel de blogs, mas leva em conta o sistema de ranking do google. Algo na linha do “quanto mais links para o meu site, mais pontos eu ganho no google”. Não aprovo esse approach. Não fazemos troca-troca para ganhar ou dar visitas. Não queremos gerar visitas dessa maneira. Não é um método justo de escalar o restultado da busca por que não tem critério. Pouco me importa se teu site é bem rankeado. Se tá ou não no technoratti. Não somos muito chegados a rótulos, prêmios, títulos ou manias.
No âmbito pessoal, pouco me importa se teu perfil no likedin tem 500 contatos, se você tem 1000 amigos no orkut, se o teu site é famoso aqui ou acolá. Pouco me interessa se você tem a gadget que tá na moda, ou se o filme do diretor iraniano ganhou ou não um Oscar. Pouco me interessa em saber se o fulano falou que o disco novo do Zé Fulano é bom ou ruim. Se o crítico deu nota boa ou ruim pro último filme do Woody Allen. Eu gosto de testar e encontrar minhas próprias conclusões. Acho válido testar. Acho mais lógico pensar. E me interesso pela qualidade. Sorte minha que o conceito de qualidade é subjetiva.
Mas ultimamente tenho notado que quanto mais gente entra na internet, mais a internet fica parecida com a TV. E como na TV, a gente acaba precisando dar muito zap pra ver algo legal, criativo, inspirador e com um mínimo de inteligência. E ultimamente, até o controle remoto da internet anda falhando.
Se alguém aí tiver uma previsão otmisita ou um algorítimo de busca melhor, me avise. Por que garimpar coisa boa no meio de 4.000.000 de resultados tá ficando cada vez mais difícil.
O desafio do aperfeiçoamento e do conhecimento diversificado
Reciclar é preciso, mas se reinventar é essencial.
Hoje participei de uma reunião junto a diretoria (estratégia), gerência (operações) e aos outros consultores da empresa em que presto serviço. Aprendi com tudo que foi discutido que os tempos são outros. Vejam porque nestas resumidas linhas que disponibilizo abaixo:
O consultor é um ser que não pode parar no tempo. O desafio de se manter sempre atualizado e antenado das novas regulamentações, tendências e novas regras de negócios é constante. Ele não pode se dar ao luxo de achar que está confortável apenas com o que já conhece e domina. Mesmo o especialista em um tipo de atividade do mercado corre o risco de ficar desatualizado, pois o mercado é bem volúvel, volátil, mutante...rs... e por que não dizer camaleão, sem exageros...
Analisemos o Especialista:
O sujeito estuda, vasculha, escarafuncha e vira do avesso um conjunto de regras de negócio no qual pretende se especializar. Por razões diversas... seja porque gosta, se identifica, ou mesmo porque vê nessa tarefa a oportunidade de se tornar único numa região ou nicho.
Quando chega a um patamar em que todos o enxergam como o Guru, o Doutrinador, o Cara.... Bem, quando chega a essa fase vem aquele diabinho do comodismo associado ao capetinha do ego e acabam convencendo-o que ele é unanimidade, inatingível, e o pior: insubstituível.
Mas ledo engano, pois nada é perene, tudo muda, tudo se transforma de repente e acompanha a onda das modas e tendências do mercado. O especialista hoje se torna um coadjuvante em poucos anos (isso se o cara conseguir se manter ativo).
Portanto, o aperfeiçoamento só na área que o Consultor está acostumado a atuar, hoje em dia não é o bastante.
O caboclo além de estudar o que já domina, pois sempre tem novas regulamentações surgindo, precisa associar o que conhece com outras regras de negócios se possível. Se isso não é possível, necessitará sempre conhecer mais que um setor do mercado, que podem ser ou não associados.
Resumindo, o sujeito precisa ser plural, raciocinar com vários pontos de vistas, se enveredar por áreas que até então nunca havia tentado atuar.
Mesmo porque, pode ser que determinada área, que não havia tentado, venha a se revelar como um setor bastante promissor tanto financeiramente quanto do ponto de vista da satisfação pessoal.
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