Bem vindo...

A consultoria é um misto de conhecimento, muita informação, informação constantemente atualizada, empatia, percepção, sintonia interna e empatia, visão sistêmica, facilidade de encontrar caminhos e soluções, propensão e arte para a ação, novamente empatia, muito bom senso e muita facilidade de interação pessoal. Enfim, é simples, mas não é fácil!



Mundo Paralelo nas Corporações

Este texto vem bem a calhar...rs... Garimpado nas mais longínquas profundezas da net, tem todo o tempero do que podemos chamar de corporativismo contemporâneo, com todas as suas modas e tendências revolucionárias que no fundo.. no fundo.. sempre sobra pro Zé...
Boa leitura... Ótima reflexão...


Vocês se lembram do Mitzplik?
Ele era aquele vilão do desenho animado dos Super Amigos que vivia em um mundo paralelo: – o mundo de bizarro! Ele vivia tentando transformar a terra e as pessoas em bizarros. O único antídoto era fazê-lo dizer seu nome ao contrário: Kilpztim!
Nosso mundo corporativo estão repletos de Mitzpliks, transformando o mundo real em um mundo paralelo, cheio de loucuras e bizarrices, invertendo a realidade, criando verdades que só existem em suas cabeças e construindo suas próprias interpretações.
Certa vez, um alto executivo ao ver o resultado muito ruim de uma daquelas pesquisas de clima organizacional, disse: - ˜Pessoal, acho que vocês não entenderam o objetivo desta pesquisa. Uma nota ruim prejudica a vocês mesmos. Esta nota não reflete o clima real de nossa área, a questão é que vocês são exigentes demais com vocês mesmos˜.
Bem, se a pesquisa de clima não representa o clima… ela representa o que, então? Tá achando estranho? Então confira a continuação desta história…
“Quem faz o clima de trabalho aqui, senhoras e senhores, são vocês. Então, se tem algo errado, a culpa é de todos. Então, sugiro que vocês se reúnam em grupos, discutam e definam os planos de ação que a gestão deve implementar para a melhoria do clima de trabalho!˜
Quando eu ouço coisas como esta, eu penso: Pé Pé Péraê! Deixa eu entender uma coisa: – Os próprios colaboradores é que vão definir os planos de ação para resolver os problemas de gestão? Será que este cidadão acredita mesmo nisso? Parece que sim… E todas as pessoas também, pois elas se voluntariam para montar os grupos e discutem fervorosamente sobre o desconto na academia, o bolo para os aniversariantes do mês, as recomendações de que os gestores devem falar mais parabéns e obrigado, etc e tal! Enquanto isso, os problemas e os chefes ficam escondidos… E no ano seguinte, Voilà (Voá-la, com biquinho e tudo) – Adivinhe! Nota ruim de novo!!!
Agora sim, moçada, a culpa é de vocês mesmos que fizeram os planos de ação…
Que tal começar hoje mesmo a falar seu nome ao contrário? ¿ Kilpztim

A Fábula do alto executivo



Esta é a fábula de um alto executivo que, stressado, foi ao psiquiatra.

Relatou ao médico o seu caso.

O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:

- O Sr. Precisa se afastar por duas semanas da sua catividade profissional.
O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia-a-dia e busque algumas actividades que o relaxem.

Então o nosso executivo procurou seguir as orientações...

Munido de vários livros, CDs e sem o celular, partiu para a fazenda de um
amigo.
Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros
e ouvido quase todos OS CDs.
Continuava inquieto. Pensou então que alguma actividade física seria um bom
antídoto para a ansiedade que ainda o dominava.
Chamou o administrador da fazenda e pediu para fazer algo.
O administrador ficou pensativo e viu uma montanha de esterco que havia
acabado de chegar. Disse ao nosso executivo:
- O Sr. pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será
preparada para o cultivo. *

O administrador pensou consigo:
"Ele deverá gastar uma semana com essa tarefa".
Ledo engano.
No dia seguinte o nosso executivo já tinha distribuído o esterco por toda a
área.
O administrador então lhe deu a seguinte taref: abater 500 galinhas com uma
faca.
Essa foi fácil: em menos de 3 horas já estavam todas prontas para serem
depenadas.
Pediu logo uma nova tarefa.
O administrador então lhe disse:
- Estamos iniciando a colheita de laranjas. O Sr. vá ao laranjal levando
três cestos para distribuir as laranjas por tamanho. Pequenas, médias e
grandes.
No fim daquele primeiro dia o nosso executivo não retornou.
Preocupado, o administrador se dirigiu ao laranjal.
Viu o nosso executivo com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios,
falando sozinho:
- Esta é Grande; não, é média. Ou será pequena ???
- Esta é pequena; não, é Grande. Ou será média ???
- Esta é média; não, é pequena. Ou será Grande ???

Moral da história:
Espalhar merda e cortar cabeças é fácil. 
O difícil é tomar decisões !!! 

O Mestre Corporativo

Tive uma ideia... Manjam aquelas mensagens que recebemos sempre por e-mail, com alguns slides, na maioria das vezes deixando um fundo otimista ou mesmo escrachado sobre as situações e a vida? Estou recompilando todas que tenho e montando uma série chamada O Mestre Corporativo. Nesta série terá bastante coisas voltadas pro ambiente de trabalho mas que poderão ser utilizadas como inspiração ou mesmo pra dar umas boas risadas no dia a dia.
Estou montando os textos e espero contar com a ajuda do meu amigo Marcos Felício nos desenhos. Vamos ver o que dá. 


Pra tirar um pouco de onda pelo menos acredito que servirá...rs...
E pra não ficar só no planejamento, estou postando já fazem uns dois dias alguns trechos no Face e MSN. Quem sabe não aguça um pouco a galera, né!!!


O cenário sempre se repetirá, composto por um discípulo chamado Gafanhoto e por um Mestre que o aconselhará com as coisas óbvias da vida, porém com um fundo um pouco sarcástico...he..he... Gostei, parece meio coisa de quem não tem o que fazer, mas prefiro chamar isso de ócio criativo...rs...


O que já publiquei no Face e MSN:


...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, eu errei, mestre... e agora?
- Você errou trabalhando?
- Sim mestre, to perdido...
- Se você errou é porque trabalhou. Não se preocupe gafanhoto... Só erra quem FAZ...



...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, estive pensando...
- Diga, meu jovem gafanhoto
- E quem não erra, é porque não FAZ? O que acontece?
- Quem não erra simplesmente é promovido, gafanhoto...



...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, não entendo o porquê de tantas urgências.
- Meu jovem gafanhoto, sempre que te disserem que algo é Urgente... pra ontem...
... pode ficar certo que geralmente é alguma coisa que deveria ser feito em tempo hábil...
... algum infeliz não fez e quer agora que você se arrebente para entregar.



...da série O Mestre Corporativo:
- Mestre, preciso apresentar o meu projeto numa reunião...
- E o que te atormenta meu jovem gafanhoto?
- É que estou pensando em usar uma abordagem um pouco humorística, um pouco leve, me tornar agradável...
- Ora gafanhoto, seu charme e simpatia só funcionarão por no máximo 5 minutos, depois disso terá que saber do que está falando...


To de vorta

De volta ao meu blog...
Depois de um tempo sem escrever praticamente nada... eita vida corrida rs.... estou de volta. Vou tentar transformar este blog em algo útil além de divertido e estou aceitando sugestões. 
Como proposta inicial, este blog seria para discutirmos assuntos voltados ao mundo das atividades profissionais como consultoria e profissões. Porém como costumamos passar a maior parte de nossas vidas no serviço, nada mais natural que misturar tudo do cotidiano ao mundo corporativo. Vamos ver que salada isso vai dar..rs...

As Duas Pulgas

Esta parábola do cotidiano corporativo é um pouco conhecida já, portanto vou me abster de comentar, mesmo porque quem assina esse texto é nada mais nada menos que o velho Max...rs... que dispensa apresentações.
Boa leitura e ótima aplicação prática...


As duas Pulgas

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.



"Duas pulgas diretoras estavam conversando e então uma comentou com a outra:


- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.


Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando.


Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:


- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele, e ele nos pega. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.


Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu... A primeira pulga explicou por quê:


- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.


E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos.... Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.


Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:


- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?


- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.


- E por que é que estão com cara de famintas?


- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar, de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você?


- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.


Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer e perguntaram à pulguinha:


- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia?


- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.


- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas...


- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução.


E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".


MORAL DA HISTÓRIA:


Você não deve focar no problema e sim na solução.


Para ser mais eficiente é necessário escutar mais e falar menos.


Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento."


Max Gehringer

Francorrochense com orgulho..

Águas na minha igrejinha.

Mais uma vez a minha querida cidade está debaixo dágua numa enchente comparável a de 1987. As comportas da represa de Mairiporã se abriram inundando, alagando e destruindo o sonho de muitos moradores.
Neste momento estou longe de meus familiares, mas acompanho ao noticiário a cada minuto em busca de notícias frescas sobre a situação da cidade. Ligo pra minha família e constato que está tudo bem, pois minha residência fica um pouco distante da área alagada, porém meus entes queridos estão ilhados. Numa pergunta que fiz a mãe dos meus filhos e grande companheira  recebi a resposta em tom de pergunta: Como você virá embora, se ao chegar a cidade não conseguirá atravessar o rio pra nos encontrarmos?
Tenho aquela sensação de incapacidade, não podendo fazer nada pra ajudar ainda atrapalharia aos familiares, pois teriam o trabalho de me buscarem do outro lado das águas. E tenho certeza que se mobilizariam pra isso.
Ao cidadão francorrochense fica aquela mesma sensação que tenho, de mãos amarradas e total falta de ação perante a força da natureza e também dos responsáveis por ações e falta de, ou mesmo falta de responsabilidade em mobilizar plano de evacuação ou contingência para ao menos as águas não subirem tanto. Um adequado plano de abertura das comportas, sabendo que as águas de janeiro não dão tréguas, já seria o suficiente para se evitar tal mar de águas barrentas. Em Dezembro deveria ser já colocado em prática um plano de esvaziamento gradual da represa, assim não haveria enchentes.
Quando as águas do rio Juquery, que vem da represa, se encontram com as água do Ribeirão Euzébio, que vem da cidade de Francisco Morato, e o volume de ambas é considerável, na certa dá nesse piscinão sujo e devastador. Todo cidadão que reside/dorme em Franco sabe dessa parte técnica, estamos graduados em enchentes, como já dizia um conterrâneo nosso em seu blog neste post http://blogdocypriano.blogspot.com/2010/01/sabesp-admite-que-e-real-o-risco-de.html que apesar de político é um camarada francorrochense legítimo e preocupado com a cidade.
Toda a atividade da cidade está paralisada, comércio, escolas, delegacia, prefeitura, câmara de vereadores (essa já vivia paralisada antes..rs...).
Dá uma vontade de mudar da cidade...
Mas sou brasileiro e não desisto nunca.... Prefiro ficar e tentar lutar, mudar o quadro e ser um morador atuante. Levando conscientização pra maioria dos que ainda não conhecem a real, pois tem muitos moradores que acreditam que a enchente é algo inevitável, mas sabemos que pode ser prevista e dessa forma evitada. Uma mobilização pode atuar cobrando desses senhores uma atitude mais corajosa pra agir em prol da cidade.
Sei que parece ufanismo o que digo, mas se trata de ação factível e real.
Não sei nadar, mas sei falar e escrever...

O Tempo









Vejo meu filho crescendo no meio de uma parafernália de trecos eletrônicos (computador, celular, video-game, mp3, tv) e lembro do tempo que mal assistia a tv em preto e branco da minha vizinha...rs... o tempo demorava a passar naquela época...

Hoje o guri se conecta ao mundo de diversas formas, msn com os amigos da escola, sites de foruns para troca de segredos de games, os filmes e shows na tv, trabalho de escola pesquisado na internet. Com 10 anos o muleke conhece todos os candidatos a governador, senador e presidente que se apresentaram por São Paulo. Sabe o valor da cotação do dólar para comparar preços de games nacionais X internacionais via sites de e-commerce. Numa conversa rápida, onde o questiono se entende o conceito sobre um tal assunto, logo me volta com uma resposta que pesquisou no Google, afirmando categoricamente que existem até casos comprovados sobre a eficácia de tal ou qual tratamento, produto, regime político, ou mesmo acontecimentos triviais.

Meu... ainda me questiono se a minha infância foi realmente passada nesse planeta, tal a mudança entre o ontem e o hoje.

Não sou de ficar revivendo tempos ou mesmo debatendo se o passado é melhor ou pior que o presente. Mas levantei esse assunto para tocar em outro, o do Tempo... o nosso tempo, o tempo da criança e o tempo de um cidadão do interior.

Já li nem sei onde, que a sensação que temos de que o tempo está passando rápido de mais se deve ao fato do eixo magnético do nosso planeta estar se deslocando do pólo norte para o sul do continente Europeu e com isso o movimento rotacional está sendo afetado, causando assim uma aceleração nos metabolismos dos humanos. Não que o tempo esteja mais acelerado, não é isso, mas a leitura afirmava que não é apenas uma sensação mas sim fato real, que está acontecendo devido à acelaração das partículas desordenadamente..etc e etc....

Bom pra dizer a verdade a leitura que fiz era tão confiável que nem sei dizer a fonte...rs... Se fosse realmente séria com certeza eu lembraria.

Mas o fato é que a sensação que temos de o tempo estar acelerado (sendo que o ano começou ontem e já estamos em Novembro, ou seja, no final do ano) pode ter uma explicação mais realista e aceitável. Pergunte ao morador de uma cidadezinha chamada Santa Fé do Sul no interior paulista, divisa com o Mato Grosso do Sul. Será que esse tem a mesma sensação que a nossa (ao menos a minha, sendo eu morador da grande São Paulo) ? Com certeza, e olhe lá, dependendo de quem se apresente para esse questionamento, o cabra vai responder que muito pelo contrário: “ cada vei mais o tempo dimora dimais pa passá...” E ainda vai complementar: “devi di sê pro caus da chuva que num veim nem cum reza braba...”

Se perguntarmos pro meu filho, e já fiz isso, ele responde: “que nada pai, o tempo demora pra caramba, tá demorando pra chegar o dia das crianças, o meu aniversário, o Natal”...rs...

Pra traçar um paralelo entre a criança, o homem do campo e a gente da cidade devemos entender que a noção de tempo que temos está ligada intimamente com as nossas atividades pessoais e profissionais. Morando e vivendo em grandes metrópoles o tipo de atividade que teremos estará fatalmente associada a velocidade, a multi-tarefa, a produção rápida e lucrativa no menor tempo possível.


Sem contar que temos um delay aí, que é o deslocamento entre o nosso lar e a atividade fim. Por morarmos em cidades enfrentamos transito engarrafado e transporte de massa quase sempre muito lotado, de má qualidade, sem muitas opções, e assim distâncias que a princípio nem são tão grandes acabam sendo demoradas para serem transpostas. Em média um trabalhador morando no subúrbio de uma ciadade leva em torno de 3 a 4 horas diárias para ir da casa ao trabalho e depois voltar ao lar. Somamos as 8:30 ou até 10, 12 horas de trabalho, temos um total de 16 horas arredondando. Sobram-lhe 8 a 10 horas do dia para viver a família, cuidar da higiene, dar um trato na companheira, dormir e... “beijo, querida, até mais tarde”...

Quando um caboclo trabalhador médio de uma metrópole sai pra trabalhar ainda é noite e qdo retorna já escureceu. Cadê aquela sensação de que o tempo demora pra passar?...rs....

A atividade infantil é hoje em dia mais rica que a do meu tempo - seu tempo, pensa que não sei sua idade, é? rs.... - mas mesmo assim, a criança enxerga um tempo mais alongado que a gente, elas tem a sensação de que tudo durará eternamente, o sentimento de infinito e imortalidade nelas é latente.

Quase a mesma coisa podemos dizer do morador/trabalhador do interiorrrrrr... Este por sinal, tem a mesma sensação alongada do tempo, está inclusive mais conectado com as ações temporais e sazonais. Sabe até quando inicia a primavera, sabe que o tempo irá mudar: “carrega a capa que a chuva envém”. Enquanto nós mal conseguimos olhar pro céu, nos falta esse contato com as forças naturais devido a nossa ânsia de urgência. Desejamos que o final de semana chegue logo, e quando chega, cansados que estamos, nem conseguimos alongar os dois dias (e isso é luxo de poucos, a maioria só tem um dia de descanso e isso quando não leva note pra trabalhar em casa) e já estamos na segunda-feira.

A vida é acelerada para a maioria dos humanos urbanóides, vemos isso até nas relações pessoais, mal temos amizades duradouras, sempre temos muitos contatos no orkut, facebook, msn, mas amizade mesmo são poucas, pois mal temos tempo pra nós mesmos. Veja o imediatismo das coisas, quem consegue ler um jornal inteiro em papel hoje em dia? Lemos a síntese do site do Uol, ou Terra. Sabemos um pouco mais das notícias pelos radios enquanto dirigimos pro serviço (e como essas notícias nos chegam cortadas, mal temos tempo de formarmos opiniões complexas).

E por falar em falta de complexidade devido a falta de tempo, a velocidade do dia-a-dia tem na internet o seu mais gritante exemplo. Quer coisa mais rápida e raza que os textos com no máximo 140 caracteres do Twitter?

Sábio o sujeito que consegue do pouco tirar muito, assim tendo pouco tempo consegue maximizar suas tarefas, acochambrando aqui e ali, encaixando uma atividade, saltando outra, otimizando uma tarefa para não ter que voltar a faze-la novamente e dessa forma gerenciando o seu tempo como o seu bem mais precioso. Fiz um curso a dois anos de gerenciamento do tempo. Não sei se fui um bom aluno, mas com certeza tento aplicar alguma coisa no meu dia-a-dia. Recomendo que façam.

Quanto ao meu transporte pro serviço? Tento fugir do horário do rush. Como minha atividade nem sempre depende de horário fixo de chegada e de saída, tento evitar o horário de transito, assim ganho pelo menos 40 minutos a uma hora chegando mais tarde e saindo mais tarde. A família agradece, pois passo um pouco mais de tempo com eles, e de certa forma acaba não reclamando quando tenho que levar serviço pra casa..rs...

Pois li outro dia desses em um perfil de msn: Cada minuto que vivo pode ser meu ultimo instante de vida.

Putz, impressão minha ou já se passaram 3 horas desde que comecei a digitar esse texto e com ALT + TAB aplicar um dataset numa base, passar rapidamente no Facebook, zapear o Twitter, ler e responder a alguns e-mails, comer um sanduíche de pão com queijo e assistir ao programa do Jô? Rs...

Veja um pouco mais:
http://zonezero.com/magazine/essays/diegotime/time.html
http://www.portalcmc.com.br/sakaizen11.htm
 
 
SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mario Quintana ( In: Esconderijo do tempo)

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número,
e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade